terça-feira, 30 de junho de 2009

Vinícola Goés


Ontem, dia 29 tive o prazer de visitar a Vinícola Góes em São Roque-SP, à apenas 60 km de São Paulo. A Família Góes foi a pioneira no estado a produzir vinhos e pasou a se chamar Góes em 1963. Desde então eram e ainda são famosos por seus vinhos de mesa feitos de uvas americanas de garrafão, mas a 4º geração da família, hoje tocada por Claudio Góes revolucionou a companhia. Com o crescimento da empresa a Góes comprou a Vinícola Quinta do Jubair em São Roque e se associou a Familia Venturini no manejo de seus vinhedos em Flores da Cunha-RS.


Hoje em São Roque é produzido os vinhos de mesa e saiu a primeira safra experimental dos vinhos de uvas viníferas em 2006, com vinhas de apenas 5 anos, o Góes Tempos Cabernet Sauvignon Demi-Sec e o Góes Tempos Lorena, um clone de uvas híbridas Malvasia Bianca x Seyval desenvolvido pela Embrapa. Os vinhos não são safrados pois são blends de safras diferentes. Não gostei do Cabernet pois sendo demi sec se parece com vinho de mesa suave mas o Lorena é interessante. Não podemos comparar a vinhos finos de qualidade claro, mas é legal saber que o vinho foi feito no Estado de SP. Pelo que conversei com o gentil sommelier da Góes, Carlos, de 36 uvas européias em experimento hoje em São Roque, a que mais se adaptou foi a Cabernet. Quem sabe daqui uns 3 ou 4 anos não beberemos um honesto Cabernet Paulista! Seria muito legal.


Almoçamos no bom restaurante da Vinícola chamado Vale do Vinho. O forte da casa é o File ao Vinhateito (R44,90) um filet mignon ao vinho tinto, purê de mandioquinha e risoto de espinafre. O prato é para 2 pessoas mas comemos em 3 tranquilamente. O vinho que o garçom nos indicou foi o Quinta do Jubair Merlot 2006 de Flores da Cunha-RS da Góes (R$ 17,90 a garrafa). É o que eu sempre digo, pois é uma coisa que sempre me perguntam, o melhor vinho nem sempre é o mais caro ou o mais conhecido. O que vale é o momento e a atmosfera de quando, onde e com quem você está degustando sem preconceitos. E quer saber? Adorei o vinho! Naquele momento estava com pessoas especiais, com uma boa comida e bebendo o vinho do próprio lugar! Quer mais que isso?



A visita vale a pena, eles oferecem tour guiado pelo sommelier todos os dias às 9 e às 15 horas com degustação no final e tudo de graça! No final, na loja, ainda é possível comprar produtos da Góes, entre eles o Góes Tempos Lorena (R$11,90) vendido somente lá.


O acesso é pela Saída km 58,5 da Rodovia Raposo Tavares na Estrada do Vinho km9.
Mais informações sobre a Góes e sobre vinhos de São Roque em:


Um abraço!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Lar Bianco Bar e Restaurante

Nova opção no Broklin para os amantes do baco! Outro dia, quase sem querer passei de carro em frente ao restaurante e fiquei curioso. No último sábado entrei para conhecer e fiquei animado em ver todas as mesas do bar / restaurante montados com taças de vinho. A carta traz poucas opções e não conta com principais países produtores como França e Itália apesar de no site conter carta com essas opções.
A maioria dos vinhos são da América do Sul, jovens e comerciais da importadora World Wine, mas bons e com preços honestos. Tomei um vinho que já conhecia, o Palo Alto Reserva (R$46,00), um corte de Cabernet, Carmenére e Syrah, na minha opinião muito bem feito e equilibrado se compararmos com vinhos desta faixa de preço.
Pedi o steak tartar com maionese de Tabasco (R$26,00) que por sinal estava muito bom. Para petiscar procure pedir o tartar e as bruschetas, não se arrisque nos bolinhos e pastéis pois lá definitivamente não é o lugar para isso.
A cozinha é variada e oferece desde massas, grelhados e risotos à peixes e frutos do mar. Tem preços honestos para o tipo de gastronômia que o restaurante oferece.
Tem drinks e carta de cervejas com destaque para a New Castle (R$16,00), uma das minhas preferidas e chopp Brahma inclusive com doble chopp na "hora feliz".
O serviço é de bar mas com simpatia.
Vale a pena a visita para tomar um vinho do dia - dia com os amigos.
Pena que fecha cedo, quem sabe com o movimento aumentando isso não mude pois para quem mora no Broklin sofre com falta de opções e é sempre obrigado a ir a Moema, Campo Belo e Vila Olímpia.

Serviço:
Lar Bianco Bar e Restaurante
Rua Ribeiro do Vale, 339, Broklin, São Paulo
Horário de funcionamento:
De terça a sexta das 12 às 15hrs e das 18 às 23 hrs.
Sábado das 12 às 23 e Domingo das 12 às 16:30.
Site: http://www.larbiancorestaurante.com.br

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Chateau Jourdan Premières Côtes de Bordeaux 2004


Como vou trabalhar hoje à noite, celebrei o Dia dos Namorados ontem. O vinho que escolhi para ocasião foi o Chateau Jourdan Premières Côtes de Bordeaux 2004 da importadora Zahil. Escolhi esse vinho pelo fato de ele ter um corte de 60% Cabernet Franc, 35% Merlot, 5% Cabernet Sauvignon, no mínimo interessante já que a maioria dos Boudeaux tem a predominância de Cabernet ou Merlot dependendo da localização. Os Cabernets na margem esquerda do Estuário de Gironde e os Merlots na margem direita. Em Bordeaux existem 57 clasificações de Appelletion (denominação). A Appelletion de Premières Côtes de Bordeaux fica ao sul de Boudeaux na margem direita onde a predominancia é justamente a uva Cabernet Franc e Merlot. Chamamos essa Appelletion de "Boudeaux Genérico", pois a vinícola pode vinificar os vinhos colhidos em toda essa região e não necessáriamente de vinhedos próprios ou somente de um terreno específico como os grandes Premier e Grand Crus.


Outro motivo da escolha foi por eu achar que minha namorada iria gostar deste vinho, já que com a maioria de Cabernet Franc, certamente o vinho seria mais leve e delicado, um vinho "para as mulheres". Dito e feito! Ela adorou! Pedimos um Medalhão de Filet Mignon com molho de duas pimentas, purê de batatas e legumes ao vapor. O molho estava leve e entrou em sintonia com o vinho assim como o prato.

O vinho tem cor rubi, corpo de leve para médio, 12,5% de alcool, tâninos leves e macios em bom equilibrio com acidez. Notas de frutas secas como ameixas e passas e um suave caramelo e toque tostado devido a passagem por madeira. Sem dúvida um vinho muito elegante com boa complexidade e persistência.








sexta-feira, 29 de maio de 2009

Novo Site Canvas



Você já navegou no novo site do Canvas? Ele está mais interativo, dinâmico e atraente. Uma das novidades é a programação de eventos do mês, carta de vinhos, chás e azeites e a "Dicas do Canvas" na qual todo mês irei escrever a apresentação de um vinho da carta ou um assunto sobre vinhos. O Chef Erick Fois escreverá uma receita para você tentar fazer nossos pratos também em sua casa.
No mês de Maio escrevi sobre um novo vinho da carta de que eu gosto muito, o Errazuriz Estate Carmenére da importadora Vinci. http://www.vincivinhos.com.br/
Um vinho maravilhoso, macio e redondo elaborado no Valle do Aconcagua, no norte do Chile com ótimo custo benefício.
O vinho amadurece 8 meses em barris de carvalho francês e americano de 1 à 3 anos, o que dá muita personalidade, elegância e maciez ao vinho.



Boa leitura!



segunda-feira, 18 de maio de 2009

Rolhas – Verdades e Mitos

Nos dias de hoje encontramos três tipos diferentes de rolha mais comuns. A mais clássica, tradicional e popular é a rolha de cortiça, mas isso está mudando.
Cada vez mais encontramos rolhas sintéticas, aquelas que parecem borracha e geralmente são bege para ficar “parecido” com a cortiça e as chamadas screw caps, que são as tampas de rosca.
É muito comum as pessoas acharem que os dois últimos tipos de rolhas não prestam e muitos ainda deixam de comprar o vinho por achar que o vinho não é de qualidade.
O que tem de verdade e de mito nisso? O tema é polêmico no mundo do vinho e enólogos, sommeliers e críticos de vinho têm opinião própria. Portanto para descobrir precisamos conhecer um pouco mais da história das rolhas.

Rolha de cortiça
Nos anos 30 do século XVII Kenelm Digby inventa a garrafa de vidro. Cinquenta anos depois, uma segunda revolução, com o desenvolvimento da rolha de cortiça.
Em 1680 D. Pérignon usa a cortiça em seus champagnes e descobre que com elas o vinho aumenta sua durabilidade.
Em 1830 surgem os equipamentos capazes de introduzir rolhas cilíndricas nos gargalos das garrafas e 60 anos depois são fabricados os primeiros aglomerados de cortiça. Em 1903 inventam-se as rolhas de duas peças, com a parte inferior de cortiça natural e a superior com aglomerado. Nos nossos dias, produzem-se rolhas de cortiça de diferentes tipos e dimensões – de cortiça natural, de aglomerado, mistas, cilíndricas, cônicas, para champanhe, de inserção manual e ‘twin top’.
A rolha de cortiça é de origem vegetal e é extraída da casca da arvore Sobreiro, muito cultivada em Portugal. Ela é compactada e depois de pronta se torna um vedante natural impermeável.






Árvore Sobreiro e retirada da casca



Prós
- É o tipo mais clássico, tradicional e charmoso.
- Ganha longevidade e evolução.
- Não dá aromas estranhos se não atacado por nenhum fungo.
- Mais apresentável ao abrir.
- Poder de vedação muito forte.

Contras
- Custo: Uma boa rolha pode custar de U$1 à U$2 encarecendo muito o custo dos vinhos.
- Perda: Estimasse que 12% da produção mundial de vinhos com rolhas de cortiça são atacados pelo composto químico 2-4-6 Tricloroanisol (TCA), que dá o “gosto de rolha”, o famoso “bouchonet” que gera bolor, mofo e mal odor ao vinho. Esse é um dos motivos para o cliente recusar uma garrafa de vinho no restaurante.
- A casca do sobreiro é extraída de 10 em 10 anos e muitos produtores não respeitam essa fase e produzem rolhas de má qualidade. Hoje a nova geração em Portugal não quer trabalhar na produção da cortiça pelos baixos salários e por não ser parte da tradição contemporânea. A Associação Portuguesa de Cotiça faz campanha e luta para ter apoio e fazer esse quadro mudar. (Veja link)


Screw Cap

O nascimento da cápsula de rosca (screwcap) é bem mais recente. Em 1959, a companhia francesa La Bouchage Mécanique introduz o Stelcap-vin depois da Stelcap ter provado eficiência com licores. Em 1970, a Australian Consolidated Industries adquiriu os direitos de fabricação e a Stelcap foi rebaptizada por Stelvin.
Porém com as duras críticas a empresa manteve a produção em stand by até que no final dos anos 80 começaram os problemas com a cortiça e foi descoberto o tipo de fungo que o atacava, daí em diante a produção deste tipo de rolha cresceu muito. Esse é um dos motivos dos vinhos australianos e neozelandeses serem a maioria engarrafada em screw cap. Outro motivo é que eles conseguem baratear o custo já que gastam demais para exportar ao ocidente devido a distancia.

Prós
- Facilidade para abrir em lugares que não há saca rolha.
- Imagem de vinho contemporâneo atrai os jovens e iniciantes.
- O custo total do vinho é menor.
- Por ser industrial, é muito higiênico e dificilmente trará problemas ao vinho.

Contras
- Não é nada elegante abrir uma garrafa dessas no restaurante, não “impressiona” e tira o charme e a tradição. Quem não gosta de ouvir aquele barulhinho da rolha saindo?
- Preconceito e rejeição, principalmente nos países europeus.
- Não evolui na garrafa, porém esse não é a sua proposta. Os vinhos com esse tipo de rolha estão prontos para o consumo. O vinho não ganhará complexidade nos aromas.



Rolhas Sintéticas

Ao contrário do que se imagina, não veda completamente a garrafa
e a troca de oxigênio pode oxidar o vinho precocemente, obrigando que seu consumo seja rápido, de 1 a 2 anos no máximo.
É muito difícil de abrir e o ritual de abrir um vinho pode se tornar constrangedor.
Apesar de ter crescido muito está muito atrás do screw cap. A maioria dos produtores que decidem vedar o vinho numa rolha alternativa prefere a screw cap.
Quando olhamos a garrafa screw cap já percebemos que ela é de rosca, mas a sintética não. Depois de comprarmos a garrafa e tiramos a cápsula vem a frustração.

De fato a rolha alternativa não quer dizer que o vinho será de má qualidade. Particularmente não me agradam as rolhas sintéticas, acho que dá gosto desagradável de plástico aos vinhos e perde toda sua característica já que a troca de oxigênio é intensa. É muito difícil de abrir e não são atraentes.
Os de screw caps são eficazes, e hoje já tem adeptos de países tradicionais como França e Itália. A maioria dos enólogos e produtores se pudessem vedariam seus vinhos somente com screw cap, pois além do custo ser menor, o prejuízo é quase zero.
Pra mim já se tornou uma marca dos vinhos Australianos e Neozelandeses o que gera sim certo charme , indentidade e marca.
Sou muito aberto a novidades e a favor da simplificação no mundo do vinho, mas ainda sim prefiro à boa, nobre e velha rolha de cortiça, mas a boa e não aqueles aglomerados compactados que é o resto do resto das cortiças. Se for para fazer um compactado eu prefiro que o vinho seja de screw cap! Acho que o consumidor de vinhos não quer rapidez, agilidade e praticidade na hora de abrir uma garrafa. Ele quer emoção, prazer, reflexão e glamour.
E você?




sexta-feira, 8 de maio de 2009

Nova Zelândia, a ascensão dos vinhos do novo mundo.




Eu sou apaixonado por vinhos da Nova Zelândia, acho que até hoje nunca tomei um vinho deles que não tenha gostado. Uma pena não termos tanta oferta no Brasil, já que geralmente são caros, pois tem alta qualidade e o frete de lá até aqui dificulta as importadores comercialmente.
Quando algum cliente pede uma sugestão de vinho, tento na maioria das vezes sair do óbvio. O óbvio é oferecer um Malbec Argentino e um Cabernet chileno. Não que eles não sejam bons, muito pelo contrário, mas nós precisamos compará-los uns aos outros, ou seja, abrir a cabeça. Abrir a cabeça para mim significa sentir novos aromas, novas notas, outro corpo, seja de um vinho ou de um ingrediente de um prato.
Na maioria das vezes quando o cliente prefere uma sugestão do novo mundo, costumo oferecer Nova Zelândia, África do Sul e Austrália não só para sair do óbvio, mas obviamente para que ele saia satisfeito e levando para casa uma nova experiência.
A Nova Zelândia hoje em dia é um dos maiores destaques do novo mundo. Apesar de não ser um grande produtor mundial, é um ótimo produtor em relação a qualidade. Seu Sauvignon Blanc e Pinot Noir são considerados (e com razão) um dos melhores do mundo. Sua vinificação é uma das mais modernas e bastante influenciadas pelos enólogos formados na Universidade de Adelaide, na Austrália chamados de flyingwinemakers.
Os melhores Sauvignon Blanc são produzidos na Ilha Sul na região de Marlborough. Raramente são amadurecidos em carvalho para manter seu frescor, fruta e acidez.
Os bons Pinot Noir vêem da região de Central Otago e Martinborought (Wellington) no sul da Ilha Norte e Central Otago ao sul da Ilha Sul. É considerada por especialistas como a uva do futuro na Nova Zelândia por sua incrível complexidade, frescor e fruta, muitos deles comparados a bons Borgonhas.
Na Ilha Norte podemos destacar Hawker´s Bay e Ilha de Waihiki onde é feito ótimos cotes bordaleses, (Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc) e a Chardonnay. Estão em ascensão também a Syrah que em alguns anos deverá ter o mesmo destaque da Pinot Noir do Sul.
Tente um Sauvignon Blanc com uma entrada elaborada com queijo de cabra e um pinot noir com um atum grelhado ou uma ave. Você irá se surpreender.
Os Sauvignon Blancs da Nova Zelândia tem por característica apresentar notas interessantes de aspargos dá uma ótima harmonização com salmão grelhado e aspargos frescos, por exemplo.
Vinhos Premium também são produzidos com castas de variedades da Alsácia como Riesling, Gewururztraminer e Pinot Gris nas regiões mais frias da ilha sul.
Abra sua mente, beba mais vinho e viva mais!

sábado, 25 de abril de 2009

Bocaccio Ristorante

A região do Morumbi é muito grande e a oferta de restaurantes é muito pequena para o potencial do bairro, mas isso está mudando. A cada ano surgem novidades para os moradores de lá. Em 2004 abriu o Bocaccio Ristorante, um restaurante italiano comtepôraneo. Esse é o lugar para quem gosta de comer bem e que sempre reclama de alguns restaurantes que servem uma merreca! (como meu pai por exemplo). O lugar era um antigo casarão e foi adaptada para o restaurante.
O Ambiente é simples mas nos dias de sol tem área externa bem agradável. Já fui algumas vezes e estive almoçando lá na última sexta feira. O almoço executivo é composto de Couvert, Entrada, Prato Principal e Sobremesa e varia conforme a escolha do prato principal, R$ 22,00 (massas), R$26,00 (grelhados) e R$ 33,00 ( Filet Mignon ou Salmão) com a opção de escolha de 2 acompanhamentos. Oferece o menu a la carte e tem várias opções de sugestão do Chef, entre elas o Badejo ao molho de moqueca com batatas soute R$ 40,00 que estava bem feito porém faltou tempero e as batatas mais cor. O Filet com purê de mandioquinha e panachê de legumes estava ótimo e a carne veio no ponto escolhido, porém a estrela da casa é o Gnochi de Mandioquinha recheado com queijo. As entradas variam de R$14,00 à R$ 20,00 e os pratos principais (muito bem servidos) de R$ 30 à R$ 69,00. Serviço discreto mas eficiente. A carta de vinhos não é extensa mas tem boas opções, oferece vinho dos países mais tradicionais e apresenta breve descrição dos vinhos. Só faltou ter mais opções por taça (Santa Helena Cabernet Sauvignon à R$10,00) e vinhos de bom custo benefício da Itália, afinal o restaurante é italiano. Destaques para o Chatêau Puycarpan R$ 82,00 e Alamos Bonarda R$ 45,00.


Bocaccio Ristorante
Rua Amélia Corrêa Fontes Guimarães, 37 – Morumbi
Tels: 3721-7226, 3726-2299
Cartões de crédito: Visa, Mastercard e Diners. Cartões de débito: Redeshop, Maestro e Visanet. Estacionamento com manobrista: R$ 8,00.Horário de funcionamento:Terça à Sexta almoço : das 12hs às 15hs e Jantar das 18hs às 23hs. Sábado aberto das 12hs às 23hs. Domingo aberto das 12hs às 17hs. Segunda fechado

http://www.bocaccio.com.br/