terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dica de verão - Vinhos Rosés Nacionais

Fizemos semana passada no Canvas uma degustação as cegas de oito vinhos rosés brasileiros para elaborarmos uma carta somente deles neste verão.
Aliás, um hábito que o brasileiro precisa se acostumar, é o de tomar vinhos brancos, espumantes e rosés no verão. Existem ótimas opções no mercado e o consumo dos rosés está em alta em todo o mundo.

Para muitos os rosés são vinhos brancos misturados com tintos e vinhos de baixa qualidade, mas na verdade os rosés são elaborados com uvas tintas finas como Cabernet, Malbec e Pinot Noir. A única diferença é que a prensa da uva é mais rápida e o suficiente para colorir o mosto, e não é fermentado com a casca como ocorre com os tintos, com isso vinho adquire menos cor e a vinificação continua da forma como é feita para o vinho branco com temperatura em torno de 25º. Podemos definir que o rosé é um processo rápido de fermentação dos tintos realizadas em tanques de aço inoxidavél. Existem também os espumantes e champagnes rosés secos que são mais encorpados e menos ácidos que os tradicionais resultando em um elegante vinho.
Procure safras recentes, de preferência 2008 e 2009, pois o rosé é um tipo de vinho que quanto mais fresco, melhor aproveitamos suas principais características de fruta e sua explosão de frescor.



Bom, voltando a degustação às cegas o resultado foi o seguinte:



1º Quinta Don Bonifácio Rosé Cabernet, Merlot 2007, Caxias do Sul, RS

2º Fabian Rosé Cabernet, Merlot e Pinot Noir 2007, Serra Gaúcha

3º Lídio Carraro Dádivas Rosé, Cabernet, Merlot e Touriga Nacional 2008, Vale dos Vinhedos

4º Milantino TM Rosé 2008, Serra do Sudeste

5º Núbio Rosé Cabernet 2007, São Joaquim

6º Casa Valduga Amante Malbec 2008, Serra do Sudeste

7º Emma Rosé Malbec, Merlot 2008, Serra Gaúcha

8º Gheller Rosé Cabernet, Merlot, Tannat 2007, Serra Gaúcha



O detalhe e o curioso é que o vencedor é um dos mais baratos com custo de cerca de R$ 18,00.
Por isso é importante que a degustação seja às cegas para que não nos deixemos influenciar por preço, marca e aparência.
O Quinta Don Bonifácio Rosé tem aromas de framboesa, corpo médio e seus 13% de graduação alcoólica estão bem equilibrados e harmoniosos com uma ótima acidez. Vinho untuoso e correto, ideal para o dia - dia como aperitivo ou acompanhando pratos leves como um salmão defumado, uma posta de atum ou ave sem molhos fortes.

Saúde!


O Sommelier por Didú Russo

Leiam matéria do enófilo Didú Russo sobre a profissão de Sommelier e uma entrevista minha e de outros colegas de São Paulo.

http://www.enoeventos.com.br/colunistas/didu/didu003.htm

Parabéns pelo artigo Didú!

Saúde!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Novo espaço do Makro para vinhos especias


Para quem ainda não conheçe eu recomendo a visita do novo conceito de produtos premium e vinhos do Atacadista Makro, o Speciale Adega & Emporium. Lá você poderá encontrar milhares de rótulos de vinhos de diversos países além de artigos alimentícios importados, queijos, embutidos, charutaria, destilados premium, ou seja, tudo que nós amamos! O cuidado que eles tem com o vinho é excelente, é um espaço amplo todo climatizado. Possuem rótulos de qualidade duvidosa, porém tem os vinhos do dia dia e os especiais. O investimento desse conceito gira em torno de R$1,2 milhões. Passei lá e fiquei quase a tarde toda conhecendo novos rótulos e vinhos, muitos deles trazidos exclusivamente pela própria Makro.
Me senti quando era mais novo e passava horas nas megastores de cd´s e dvds e livros ouvindo, vendo e lendo mas dessa vez eram vinhos. Achei alguns rótulos argentinos e chilenos na faixa de R$7 à R$9. Comprei o Rincon del Sol Malbec da Bodega Sanata Ana por R$6,90 e um Bordeaux Supérieur Chatêau Timberlay por R$34,00. Agora é provar pra ver se valeu a pena. Depois publico aqui os comentários.







Serviço:

Makro Butantã

Avenida Carlos Lisdegno Carlucci 519






Saúde!




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cava, o espumante da Espanha

A pergunta do wine quiz do mês era "Quais uvas são usadas na elaboração da Cava? Poucos acertaram, talvez porque a Cava ainda seja pouco popular no Brasil. No final dos anos 90 tivémos uma explosão de ofertas de Proseccos no Brasil e acabamos deixando de lado outros belos espumantes como a Cava. Para saber quais são as principais uvas, primeiro precisamos saber o que é a Cava.

A Cava é o espumante espanhol que utiliza as uvas Parrelada, Xare-lo e Macabeo (Viura) e só pode ter a denominação de Cava se for produzido na Espanha e com estas 3 uvas. A Pinot Noir é permitida na elaboração das Cavas Rosadas.

A Principal região com 95% da produção é a Catalunha próximo a Barcelona, na DO Penedés. Outras regiões são Andaluzia, Valencia e Extremadura. Cava em latim significa Cave. Foi criada em 1872 por Josef Raventós que com a extinção dos vinhedos de Penédes pela praga Filoxera e como resposta ao sucesso do Champagne resolveu fazer uma Champanã, pois naquela época era uma alternativa para os devastados vinhedos. Os Espanhóis tentaram colocar o nome do espumante de Champanã e Xampany mas não foram permitidos pela União Européia que tem registrado o nome Champagne para os vinhos espumantes da região demarcada de Champagne na França.
É permitida a fermentação pelo método tradicinal (champenoise) com a segunda fermentação na garrafa.
Uma curiosidade para se destinguir a Cava dos demais espumantes espanhóis é o marca de uma estrela de 4 pontas na rolha.
A legislação exige que a Cava permaneça no mínimo 9 meses em garrafas antes de ser comercializada mas de fato as Cavas ficam de 1 a 3 anos nas adegas ou na Cave.
Os pincipais e maiores produtores são Codorníu e Freixenet e podem ser encontrados no Brasil.


Saúde!




terça-feira, 20 de outubro de 2009

Seleção de queijos do Canvas é destaque na Hotelier News

Sobre o post anterior em que realizamos uma degustação de queijos e vinhos brasileiros, foi publicada uma matéria no site www.hoteliernews.com.br sobre a nova seleção de queijos oferecida no Canvas Bar e Restaurante.

Veja matéria no link:

http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=53376&Midia=1


Abraços

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Queijos e vinhos e o "Porto" Brasileiro

Quem não gosta de queijo? E com vinho então? A Harmonização de queijos e vinhos é mito. Parece fácil, mas é a mais complexa que existe. Muitos acham que queijo e vinho tinto é o casamento perfeito, mas na verdade a maioria dos queijos são melhores harmonizados com vinhos brancos. Sim, principalmete os cremosos, brancos, com mofo e sem ou com pouca maturação como Brie e Camembert.
Grande parte dos queijos amarelos, mais gordurosos e maduros combinam com os tintos potentes mas seus taninos não se entendem com a douçura desses queijos. Podemos então testar um branco de boa acidez como riesling ou sauvignon blanc.
Bom, mas como eu disse é muito complexo, é assunto para um outro post.
Ontem tive o prazer de fazer uma degustação de queijos e vinhos brasileiros com o excelente Maitre Fromanger Jair Jorge Leandro.
Começamos com o queijo Canastra e o excelente Cave Geisse Brut. Apesar do queijo ter um teor de gordura elevado, a cremosidade dele ficou maravilhosa com a acidez do espumante.
Depois passamos para o Queijo Bola, adocicado e apimentado com o Don Laurindo Merlot Encorpado e que surpreendentemente casou bem mas poderia também ter ido com um belo chardonnay do novo mundo com estágio em madeira.
O Gran Finale ficou para o Roquefort, queijo de ovelha, pesado e com fungos feito no Rio Grande do Sul com o Casa Valduga Tinto Licoroso Doce. Foi a harmonização clássica perfeita. O vinho é bom e bem acessível. A safra é de 1999 com castas de Cabernet Sauvignon e Merltot, e passou 30 meses em barricas de carvalho francês, gerando um bouquet maravilhoso com notas de amora, ameixa, cassis, café e tabaco e 18ºGl. Boa persistência e complexidade e ótimo custo / prazer.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Confraria dos Sommeliers

Hoje tive a oportunidade de, pela primeira vez participar da Confraria dos Sommeliers organizada pelo fundador Didú Russo. Tívemos uma palestra sobre Uruguai com a excelente sommeliére Eliana Araújo e degustamos as cegas 14 vinhos Uruguaios de até R$50,00. Bem, nem todos Uruguaios, descobrimos depois que havia um Brasileiro infiltrado ali, o Vallontano Tannat e que ficou em 4º lugar. O grande vencedor foi o Bouza Tannat da importadora Decanter. A surpresa foi o Elegido Tannat / Merlot 2008 de Montes Toscanini da importadora Casa Flora que ficou em 3º lugar, um vinho de R$12,00. É muito legal quando acontece isso porque podemos perceber que nem tudo que é mais caro é melhor.
Foi uma experiência única estar ali diante de tantos profissionais que admiro.
Espero poder estar nas próximas e trocar experiências com essa galera apaixonada por vinho.
Saúde!

http://www.sommeliers.com.br