Mostrando postagens com marcador Falando sobre vinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Falando sobre vinhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Viva o vinho catarinense!


Parabéns ao Luis Horta pela matéria no caderno Paladar do Estado de ontem. Conheci o Nubio Sauvignon Blanc na ExpoVinis de 2008 e na hora decidi colocar na carta do Canvas, também por influencia do ex gerente de A&B, Daniel Senn que adorava esse vinho. Costumo desafiar vários clientes preconceituosos com o glorioso vinho brasileiro Nubio. Nunca ouvi um "Não gostei" Realmente um vinho surpreendente. Acho que já escrevi aqui em um outro post, mas na categoria brancos leves e de aperitivo, é o meu favorito nacional.

Estou ansioso para degustar a safra 2010 que a Sanjo prometeu para dia 15/03. Teoricamente não será a melhor das safras, mas não podemos subestimar os vinhos da Serra Catarinense!

Sei que sou otimista, mas me pergunto, será que estamos no caminho para um terroir de Sauvignon Blanc e Pinot Noir em Santa Catarina? Tomara...

Não podemos esquecer também o potencial dos roses de Santa Catarina, um dos meus favoritos é o da Perico, mas isso é assunto para outro post.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,brancas-e-jovens-uvas-catarinenses,4337,0.shtm

Saúde!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aprovada regulamentação da profissão de sommelier




Aprovada regulamentação da profissão de sommelier

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (8), em caráter conclusivo, a regulamentação do exercício da profissão de sommelier - profissional que executa serviço especializado de vinhos e de outras bebidas.

Foi aprovado o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aos projetos de lei 4495/08, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e 4520/08, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), ambos com o mesmo objetivo. O relator da matéria na CCJ, deputado João Magalhães (PMDB-MG), ofereceu parecer favorável ao substitutivo.

A proposta deve seguir para o Senado, a menos que seja interposto recurso em contrário.

Magalhães elogiou o texto da comissão por ter corrigido um vício de constitucionalidade. “Os projetos exigiam o registro do sommelier junto à Delegacia Regional do Trabalho. Tal exigência, por impor atribuição ao Executivo, constituiria indevida violação à competência privativa do presidente da República”, afirmou.

Serviço especializado
O sommelier, de acordo com a proposta aprovada, é o profissional que trabalha em empresas de eventos gastronômicos, de hotelaria, restaurantes, supermercados, enotecas (coleção de vinhos para exposição) e nos serviços de bordo de companhias aéreas e marítimas.

O texto aprovado restringe o exercício da profissão para quem for habilitado por instituições nacionais ou estrangeiras reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) ou já esteja exercendo a profissão há mais de três anos.

Fonte: ttp://www2.camara.gov.br


****************************************************************************


Gostaria de dar os parabéns aos Exmos. Srs. Deputados pelo projeto de lei de reconhecimento do profissional de sommelier. Estamos dando um grande passo para que se abra mais um mercado de trabalho no Brasil fortalecendo a indústria vinícola nacional.

Os Srs. poderiam criar agora um novo projeto de lei reduzindo o abusivo imposto sobre o vinho nacional. Temos que dar o direito para nossos viticultores concorrerem com os vinhos importados, o que infelizmente não ocorre hoje.

O sommelier, profissional tão escrachado por alguns, tão queridos por outros, os sommeliers que dão duro noite e dia, de segunda à segunda, feriado, natal e ano-novo. Que adora conversar sobre vinhos com clientes e amigos que também compartilham da mesma paixão. A nós sommeliers sortudos, que amamos o que fazemos e que temos a oportunidade de conhecer e degustar milhares de vinhos que muitas vezes não poderíamos comprar pelo que ganhamos.
Parabéns! Viva o Sommelier!

Saúde!

sábado, 27 de novembro de 2010

Porque o vinho é tão caro no Brasil?


Uma das perguntas que mais ouço é - Porque o vinho é tão caro no Brasil? - Porque vinhos nos restaurantes são tão mais caros do que nas lojas?

Muitos amigos e hóspedes estrangeiros fazem essa pergunta quase diariamente. Alguns hóspedes já me disseram que nos Estados Unidos, se paga cerca de U$18, mais ou menos R$ 30 por uma garrafa de Terrazas Reserva Malbec. No Pão de Açúcar o mesmo vinho não sai por menos de R$ 64,90.
Costumo responder que não só o vinho é mais caro no Brasil, mas como quase tudo. Enquanto não houver uma reforma tributária e trabalhista, estaremos vivendo em um dos países de maior custo de vida do mundo. Mas o problema não é só esse, temos um problema cultural em relação ao vinho. O vinho ainda é considerado uma bebida de burguês, difícil de se comprar e entender.
O ideal seria que o custo do vinho baixasse, para que mais pessoas tivessem acesso de compra-los e aí sim criaríamos uma cultura de vinhos no Brasil que hoje não existe.

Há no entanto uma coisa que o Brasil poderia fazer a curto prazo. Nos Estados Unidos, na Argentina, no Chile e na Europa o vinho é tributado como alimento, já que a matéria prima vem do sumo da uva. No Brasil é tributado como bebida alcoólica elevando muito o preço final do vinho para o consumidor final. Não sou economista, mas se o Brasil classificasse o imposto de vinhos como alimentos poderíamos ter uma redução do preço final de pelo menos 20% dos vinhos nacionais e importados. Já seria uma grande festa para os amantes do vinho. Uma bebida que poderia e deveria ser para todos, mas na realidade no Brasil é que poucos podem comprar uma boa garrafa de vinho.
Para se ter uma idéia, um restaurante que compra um vinho de uma importadora ao custo de R$50,00, paga 11,8% de Substituição Tributária (R$5,90), PIS/COFINS sendo respectivamente 1.65% ( R$0,82) e 7.6% ( R$ 3,80) e mais 3,2% de ICMS no valor da venda. Se esse mesmo restaurante vende o vinho a R$70,00, o proprietário pagará R$ 12,76 de impostos, tendo lucro de mísseros R$ 7,24. E hoje restaurantes, empórios e bares são um grande negócio.

É preciso repensar e que os empresários de vinícolas brasileiras se unam para tentar mudar esse quadro no Brasil.


Vinho para todos!


Saúde!


sábado, 6 de novembro de 2010

O primeiro vinho de gelo (Ice Wine) Brasileiro


A vinícola Pericó de São Joaquim, Santa Catarina lançou no último dia 10 de Outubro o primeiro Icewine Brasileiro. Mas o que significa Icewine? Icewine ou Eiswein (Alemanha) significa Vinho de Gelo. Os principais países produtores de Icewine são Canadá e Alemanha. O Vinho de Gelo é um vinho de sobremesa. O produtor espera a temperatura do vinhedo chegar a -7º. Está é a condição ideal para que a neve cubra e congele a uva. A Uva em si congela, porém o açucar da polpa e outros sólidos não. A água da polpa se congela e se retrai. Como a colheita é tardia e com as uvas já muito maduras, o vinho fica concentrado gerando mais açucar e por consequência, mais alcool. Esse gelo ajuda a uva a não começar o processo de fermentação antes de chegar na cantina, pois a temperatura dela estará baixa. O Pericó Icewine foi colhido no inverno de 2009 numa altitude de 1.300m à -7,5º.


Saúde!

domingo, 20 de junho de 2010

Coleção Folha Mundo do Vinho

Começa este domingo, dia 20 a coleção FOLHA O Mundo do Vinho. Não conheço os autores e o conteúdo ainda, mas se tratando de FOLHA, deve ser didático e de bom conteúdo. A Veja já lançou uma ótima coleção de livros de vinho, que eu inclusive assinei. Agora temos o prazer de ter essa iniciativa da FOLHA. Sem dúvida uma boa dica para quem está começando a tomar vinho e quer aprender no seu tempo, pois a coleção dá flexibilidade para quem não tem tempo de fazer um curso básico.
Como profissional fico muito feliz pela iniciativa. Sinal de que as pessoas estão cada vez mais interessadas e com fome de conhecimento pelo vinho.
A coleção estará disponível nas bancas e poderá ser comprado também pela internet ou pelo telefone 0800-775-8080
.
FOLHA, Parabéns pela coragem e iniciativa! Essa coleção não dá pra não ler!
Saúde!

Serviço:

http://www.vinhos.folha.com.br

sábado, 19 de junho de 2010

Pasta & Vino?


Sexta feira dia 11/06, véspera de dia dos namorados, levei minha noiva para jantar no tradicional restaurante 24 horas do jardins, o Pasta & Vino. Iríamos trabalhar no sábado e domingo, então resolvemos antecipar a celebração.

O restaurante dá ares que o auge já se foi. Ele é simples, mas aconchegante. Pedi a carta de vinhos, analisei e não achei nada de bom custo benefício. Acabei optando por um Chateau Bel Air, que já conhecia. O maitre respondeu: - "Não tenho. Alías não tenho nenhum francês desta carta". Espanto! Analisei melhor a carta e pedi um Cisplatino Tannat/Merlot, um vinho simples mas que eu adoro. -"Não tenho este também" disse o Maitre mais constrangido que eu na frente de minha noiva a 15 minutos tentando escolher um vinho. Enfim, depois da sexta tentativa, eu começei a ficar nervoso. O Maitre saiu de cena, acho que com vergonha e um garçom chegou com umas garrafas na mesa tentando me vender como se fosse um carrinho de sobremesa de churrascaria.

Depois de quase 20 minutos, acabei escolhendo o uruguaio Pisano Rio de los Pájaros Tannat 2008 à R$ 62,00 da Mistral. Acho que era o único vinho que tinha na carta. Paguei R$ 62,00. No site da Mistral está a R$ 37,41. Pelo serviço, pelas taças e pela péssima carta, achei caro.

Achei uma pena, pois São Paulo é muito carente de lugares que sirvam vinhos 24 horas. O local é bem centralizado e seria uma ótima opção dos paulistanos para degustar um bom vinho na madrugada.

Vinho enfim escolhido e servido, pedi um raviole recheado com espinafre ao sugo. A massa estava boa, mas o molho estava péssimo. Parecia molho de tomate enlatado pronto com extrato de tomate que ficou no banho maria por horas.

O vinho, voltamos a ele, estava ótimo. Eu sou fã da Tannat e dos vinhos uruguaios. Aprendi a gostar desta maravilhosa cepa com meu amigo João Renato que também adora os "Vinhão", maneira de como a gente chama o vinho bem tânico e estruturado. O Pisano é um excelente produtor e a maioria de seus vinhos tem um bom custo/prazer. O vinho estava intenso, macio e suculento. Enchia a boca. Aromas de frutas vermelhas maduras como amora e framboesa. Retrogosto de tabaco e chocolate. Ameixa. Gostamos muito. O Pisano Rio de los Pájaros Tannat salvou nosso jantar e nossa noite. Ainda bem! Obrigado Pisano!



Saúde!



Serviço:
Pasta & Vino
Rua Barão de Capanema, 206, Jardins, São Paulo
Tel. 3081-4787
Funcionamento: 24 horas
http://www.pastaevino.com.br/

















sábado, 22 de maio de 2010

Dica de vinho bom e barato

Comprei no Pão de Açucar em promoção o Santa Carolina Reserva Pinot Noir 2008 à R$ 29,90. Com certeza vale a pena. Bom custo/prazer. Um vinho que representa muito bem os novos e bons Pinots do Maule no Chile. Muita fruta, boa acidez e muito equilibrado. Correto. Bom nesse friozinho de outono com um queijo duro neutro como Gouda, Gruyére ou Cabra e até um Grana Padanno. Pelo fato de não ser um vinho tânico, não briga com o salgado do Grana e ainda equilibra pela sua acidez. Os de cabra duros tem acidez média assim como esse Pinot. Um vinho versátil para queijos. Melhor ainda na companhia de sua bela dama. Elas adoram Pinot Noir! Consuma entre 12 à 14 graus. Se você não tiver adega, resfrie por 20 minutos na porta da sua geladeira ou 10 minutos num balde com gelo e água e sirva.

Beba vinho e viva mais!

Saúde






quinta-feira, 13 de maio de 2010

Visita a Serra Gaúcha

Em Dezembro de 2009 fui convidado por meu gerente a passar 3 dias na Serra Gaúcha. Claro que aceitei na hora. Fui a trabalho, em uma quarta feira. Passei a primeira noite em Porto Alegre e no dia seguinte bem cedo peguei um carro alugado e fui para Bento Gonçalves. Não conhecia absolutamente nada do Rio Grande do Sul e fui acompanhado apenas pelo GPS. Fiz um planejamento das vinícolas que pretendia conhecer, mas não tive tempo de agendar em todas. Como ainda não conhecia a região, fui sem saber o que esperar de Bento. A pousada já estava fechada, então comecei por lá. Levei alguns guias, uma coleção dos Vinhos do Mundo da Veja e um livro sobre o Brasil, onde encontrei vários contatos e endereços de vinícolas que me salvaram! Em três dias visitei 15 vinícolas e degustei mais de 75 vinhos.
Para quem não conhece, recomendo. É uma região belíssima, maravilhosa e a viagem é sensacional, principalmente para quem gosta de vinhos.


Primeiro Dia:

Tracei um pequeno roteiro. Sai de POA quinta feira às nove da manhã e antes de chegar a Bento parei na Chandon em Garibaldi. Lá fui recebido pelo enólogo Claudio Cattani que me recebeu maravilhosamente bem, me mostrou toda a vinícola e deu uma aula de vinificação de espumante. O melhor momento foi degustar um Chandon Passion direto do tanque com apenas 10 dias de fermentação.
Claudio Cattani - Enólogo Chandon

Sai da Chandon e fui conhecer a tradicional Garibaldi. Provei um espumante Moscatel interessante, despretensioso, mas correto e surpreendente. É o carro chefe e vinho emblemático da casa.

Cheguei a Bento, larguei as coisas na Pousada e fui correndo para a Casa Valduga aonde o simpático e jovem enólogo Lucas fez as honras da casa como anfitrião. Outra aula de vinificação. Conheci os vinhedos e degustei vários vinhos da casa dos que eu não conhecia. Fiquei impressionado ao degustar o Casa Valduga Gran Reserva Extra Brut 2002. O espumante estava maravilhoso, muito complexo e com notas de mel, nozes e amêndoas. O Casa Valduga Licoroso Tinto Doce, um vinho de estilo do Porto é realmente brilhante. 24 meses de barricas de carvalho francês de um corte de Cabernet e Merlot. Outro destaque foi o Gran Reserva Chardonnay, apesar de muita madeira, gostei muito. A vinícola é bélissima e sua cave bastante imponente.



Segundo dia:

Acordei cedo e fui para a pequena região dos vinhos de Montanha, em Pinto Bandeira, aproximadamente 20km de Bento. Fui a Cave Amadeu, dos vinhos Cave Geisse, que em minha opinião, é o melhor espumante brasileiro. Fui recebido pela enóloga Vanessa que me mostrou todo o vinhedo, a poda em verde e uma maravilhosa degustação de Geisse. Gostei muito do Brut, Nature Terroir e Rosé. A vinícola é pequena e artesanal e foi legal ver a diferença deles com a Chandon. É gritante. Só para se ter uma idéia, eles fazem o degourgement manualmente! O mirante para os vinhedos e a casa de hóspedes onde degustamos os vinhos é espetacular!


Vanessa - Enóloga Cave Geisse

Sai de lá e fui direto a vizinha Don Giovanni. Gostei dos espumantes Don Giovanni Brut Metódo Champenoise e Nature e dos varietais Chardonnay e Merlot.
A sala de degustação e loja de varejo são muito charmosas, de estilo medieval, com uma cave de pedra e eles também tem uma pousada própria. Passei horas ali degustando e batendo papo com um dos enólogos.

Bem próximo, esbarrei por acaso com a Valmarino (que me perdoe o competente enólogo e engenheiro agrônomo Marco Antonio Salton), mas não conhecia. Fui recebido pelo Marco que é da família Salton e descendeu o negócio do pai, fundador da vinícola, Sr. Orval Salton. Conheci os vinhedos, a cantina e degustei bons vinhos. Gostei muito no Cabernet Franc X provenientes de parreiras de até 35 anos. Vinho de verdade, artesanal e de garagem. Surpreendi-me muito também com o Reserva da Família, um corte de Cabernet, Cabernet Franc, Merlot e Tannat. Vinhaço! O espumante Brut método champenoise também é de alto nível. Os rótulos são modernos e muito bonitos. Marco, não deixe de produzir essa jóia de Cabernet Franc!

Vinhos degustados na Valmarino

Sai de Pinto Bandeira e em direção a Farroupilha, acho que mais uns 20 km dali. Parei na Vinícola Irmãos Basso do vinho Monte Pascoal, plantado na Encruzilhada e elaborado ali. Fui porque trabalhava com o Monte Pascoal no Hotel, era o nosso vinho de eventos. Lá eles produzem muito vinho de mesa e os tanques da vinícola são imensos e impressionantes. O Monte Pascoal Merlot foi o melhor que degustei, porém comparado a outros brasileiros degustados deixa um pouco a desejar.

Já eram 5 da tarde e eu sabia que a maioria das vinícolas estariam fechadas. Fui correndo para a Perini, também em Farroupilha. Encontrei com o enólogo Leandro Santini que apesar de estar correndo com muito trabalho para a preparação da reforma da cantina para a próxima colheita atendeu meus apelos e conheci rapidamente a vinícola antes famosa pelo vinho de garrafão Jota Pe. Eles estão produzindo uma grande quantidade de varietais, a vinícola também é de grande porte já que o Jota Pe é um dos vinhos de mesa mais vendidos do Rio Grande do Sul. Gostei do Ancelotta, Marselan, um clone de origem francesa das uvas Cabernet Sauvignon e Grenache Preto. Acho que a vinícola grande potencial de crescimento.
Obrigado pela paciência Leandro!

Terceiro dia:

No último dia, sábado, cheguei ao primeiro horário de visitação da Salton. A vinícola é enorme na nova sede em Tuyuti. Visitamos o engarrafamento e os tanques de fermentação. Descobri que a capacidade de produção é de impressionantes 12.000 garrafas/hora. Na melhor parte, quando iria conhecer as caves, decepção. Acabou a energia e fomos impedidos de entrar. A degustação (gratuita) foi simples e resolvi não perder muito tempo já que conhecia os ícones Talento e Desejo. Sai de lá e fui para o Vale dos Vinhedos.

Parei na Don Cândido e assim que cheguei vi um senhor sentado no banco na porta da loja de varejo e adivinhe quem era? O próprio Don Cândido. Ganhei meu dia. Apresentei-me e ele me levou prontamente orgulhoso para conhecer as parreiras de Cabernet Sauvignon. Tivemos uma longa e agradável prosa. Degustei o bom Malbec, o Don Candido Gran Reserva Cabernet 2005 e o diferente e divertido 4 Geração Marselan.

Don Candido Valduga


Logo ao lado parei na Marco Luigi do competente enólogo Leonardo Luigi. A vinícola é muito bonita, rústica e charmosa. Gostei do Marco Luigi Malbec. O Merlot também é bem feito e o Gran Reserva da Família Cabernet é vinhão, ou seja, vinho de verdade, com personalidade, tipicidade e intuição do enólogo. Não é um vinho comercial frutadinho para agradar a maioria do consumidor.

Depois da Marco Luigi fui a famosa Miolo. Fiz o tour guiado com degustação. Parecia um parque da Disney, vários ônibus no enorme estacionamento, fila para entrar e comprar ingresso. Tudo bem profissional. Conheci o famoso Lote 43, muito bonito por sinal ao lado do hotel da vinícola. Fiz o pacote de degustação Premium que incluía o Miolo Terroir 2008. Eram 5 vinhos, foram servidos 4 e.... Cadê o Terroir? Acabou a degustação e não serviram! Chamei o enólogo de canto e cobrei! Cadê o Terroir? – Hã, a tá, um momento que já vou te servir. O vinho, ícone da vinícola é muito bem feito e senti orgulho dos vinhos brasileiros.

A minha corrida das vinícolas continuou. Agora fui para a Don Laurindo, um vinho que gosto bastante. A vinícola também é bem pequena e charmosa. Gostei do Malbec, Merlot e Cabernet. Bem feitos!

Bem próximo dali está instalado a Millantino. Tive o prazer de conhecer o Luis Millan, enólogo e proprietário da vinícola. Uma figura super simpática e ótimo anfitrião. Eles produzem uma grande linha de vinhos varietais. Gostei do Ancellota.
Luis Millan - Enólogo e proprietário Millantino


Sai de lá quase 5 da tarde. Nisso passei em frente a Vallontano e não resisti, tive que tentar mais um, ainda bem que abriram uma exceção!
Minha visita foi logo após aquela semana onde grandes temporais e castigaram o sul e fui informado na Vallontano que provavelmente toda a colheita de 2010 teria sido perdida. Foi uma pena. Eles iram tentar salvar alguma coisa, mas achavam muito difícil conseguir produzir um vinho fino dos padrões da vinícola. Talvez a uva seja vendida a vinícolas menores, e serão engarrafados sem o nome da Vallontano. Particularmente gosto muito dos vinhos da Vallontano, os acho muito corretos e honestos e todos bem feitos, mas o Merlot Reserva 2005 é simplesmente espetacular para os padrões brasileiros. Tem uma tipicidade que poucos países que produzem Merlot possui.

Após essa visita estou certo que a vocação do Brasil está nos espumantes, incluindo o semi seco Moscatel e a cepa Merlot e Chardonnay.
Muitas vinícolas estão testando cepas de origem italiana, como Ancellota e Teroldego, e também alguns franceses não muito comuns como Marselan. Vi algumas explorando a famosa Malbec e acho que pode ter sucesso, porém com características diferentes dos argentinos. Várias vinícolas principalmente na fronteira com o Uruguai, na Campanha estão plantando Tannat que pode dar bons frutos assim como várias cepas portuguesas.
Não podemos ainda comparar os tranqüilos vinhos brasileiros com as grandes potências tradicionais e nossos vizinhos, mas estou certo de que nossos espumantes são muito bem feitos e nossos enólogos são heróis. Para ter uma vinícola hoje no Brasil é preciso muito amor e dedicação a vinha por todas as dificuldades que passamos como o excesso de chuvas e solo fértil.
E o mundo do vinho continua fascinante por isso, a tradição das famílias que mantém o negócio e acreditam que se pode ser sim ser competitivo e criarem grandes vinhos, claro, de acordo com nosso terroir.
Parabéns aos nossos corajosos enólogos pela persistência, “teimosia” e pelo amor ao vinho!

Saúde!


OS MELHORES VINHOS DEGUSTADOS:



ESPUMANTES
CASA VALDUGA EXTRA BRUT 2002
CAVE GEISSE NATURE TERROIR 2006
CHANDON EXCELLENCE
DON GIOVANNI BRUT METODO TRADICIONAL
GARIBALDI MOSCATEL
VALMARINO BRUT METODO CHAMPENOISE

BRANCOS
CASA VALDUGA GRAN RESERVA CHARDONNAY

ROSÉ
CASA PERINI ROSÉ MERLOT / CABERNET FRANC

TINTOS
DON CANDIDO GRAN RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2005
DON CANDIDO MARSELAN 4º GERAÇAO
DON LAURINDO MALBEC
DON LAURINDO TANNAT
MARCO LUIGI VARITAL MALBEC 2007
MILLANTINO ANCELLOTA
MIOLO TERROIR 2008
VALLONTANO RESERVA MERLOT 2005
VALMARINO CABERNET FRANC X 2005
VALMARINO RESERVA DA FAMÍLIA 2005

FORTIFICADOS
CASA VALDUGA LICOROSO TINTO DOCE

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cava, o espumante da Espanha

A pergunta do wine quiz do mês era "Quais uvas são usadas na elaboração da Cava? Poucos acertaram, talvez porque a Cava ainda seja pouco popular no Brasil. No final dos anos 90 tivémos uma explosão de ofertas de Proseccos no Brasil e acabamos deixando de lado outros belos espumantes como a Cava. Para saber quais são as principais uvas, primeiro precisamos saber o que é a Cava.

A Cava é o espumante espanhol que utiliza as uvas Parrelada, Xare-lo e Macabeo (Viura) e só pode ter a denominação de Cava se for produzido na Espanha e com estas 3 uvas. A Pinot Noir é permitida na elaboração das Cavas Rosadas.

A Principal região com 95% da produção é a Catalunha próximo a Barcelona, na DO Penedés. Outras regiões são Andaluzia, Valencia e Extremadura. Cava em latim significa Cave. Foi criada em 1872 por Josef Raventós que com a extinção dos vinhedos de Penédes pela praga Filoxera e como resposta ao sucesso do Champagne resolveu fazer uma Champanã, pois naquela época era uma alternativa para os devastados vinhedos. Os Espanhóis tentaram colocar o nome do espumante de Champanã e Xampany mas não foram permitidos pela União Européia que tem registrado o nome Champagne para os vinhos espumantes da região demarcada de Champagne na França.
É permitida a fermentação pelo método tradicinal (champenoise) com a segunda fermentação na garrafa.
Uma curiosidade para se destinguir a Cava dos demais espumantes espanhóis é o marca de uma estrela de 4 pontas na rolha.
A legislação exige que a Cava permaneça no mínimo 9 meses em garrafas antes de ser comercializada mas de fato as Cavas ficam de 1 a 3 anos nas adegas ou na Cave.
Os pincipais e maiores produtores são Codorníu e Freixenet e podem ser encontrados no Brasil.


Saúde!




segunda-feira, 18 de maio de 2009

Rolhas – Verdades e Mitos

Nos dias de hoje encontramos três tipos diferentes de rolha mais comuns. A mais clássica, tradicional e popular é a rolha de cortiça, mas isso está mudando.
Cada vez mais encontramos rolhas sintéticas, aquelas que parecem borracha e geralmente são bege para ficar “parecido” com a cortiça e as chamadas screw caps, que são as tampas de rosca.
É muito comum as pessoas acharem que os dois últimos tipos de rolhas não prestam e muitos ainda deixam de comprar o vinho por achar que o vinho não é de qualidade.
O que tem de verdade e de mito nisso? O tema é polêmico no mundo do vinho e enólogos, sommeliers e críticos de vinho têm opinião própria. Portanto para descobrir precisamos conhecer um pouco mais da história das rolhas.

Rolha de cortiça
Nos anos 30 do século XVII Kenelm Digby inventa a garrafa de vidro. Cinquenta anos depois, uma segunda revolução, com o desenvolvimento da rolha de cortiça.
Em 1680 D. Pérignon usa a cortiça em seus champagnes e descobre que com elas o vinho aumenta sua durabilidade.
Em 1830 surgem os equipamentos capazes de introduzir rolhas cilíndricas nos gargalos das garrafas e 60 anos depois são fabricados os primeiros aglomerados de cortiça. Em 1903 inventam-se as rolhas de duas peças, com a parte inferior de cortiça natural e a superior com aglomerado. Nos nossos dias, produzem-se rolhas de cortiça de diferentes tipos e dimensões – de cortiça natural, de aglomerado, mistas, cilíndricas, cônicas, para champanhe, de inserção manual e ‘twin top’.
A rolha de cortiça é de origem vegetal e é extraída da casca da arvore Sobreiro, muito cultivada em Portugal. Ela é compactada e depois de pronta se torna um vedante natural impermeável.






Árvore Sobreiro e retirada da casca



Prós
- É o tipo mais clássico, tradicional e charmoso.
- Ganha longevidade e evolução.
- Não dá aromas estranhos se não atacado por nenhum fungo.
- Mais apresentável ao abrir.
- Poder de vedação muito forte.

Contras
- Custo: Uma boa rolha pode custar de U$1 à U$2 encarecendo muito o custo dos vinhos.
- Perda: Estimasse que 12% da produção mundial de vinhos com rolhas de cortiça são atacados pelo composto químico 2-4-6 Tricloroanisol (TCA), que dá o “gosto de rolha”, o famoso “bouchonet” que gera bolor, mofo e mal odor ao vinho. Esse é um dos motivos para o cliente recusar uma garrafa de vinho no restaurante.
- A casca do sobreiro é extraída de 10 em 10 anos e muitos produtores não respeitam essa fase e produzem rolhas de má qualidade. Hoje a nova geração em Portugal não quer trabalhar na produção da cortiça pelos baixos salários e por não ser parte da tradição contemporânea. A Associação Portuguesa de Cotiça faz campanha e luta para ter apoio e fazer esse quadro mudar. (Veja link)


Screw Cap

O nascimento da cápsula de rosca (screwcap) é bem mais recente. Em 1959, a companhia francesa La Bouchage Mécanique introduz o Stelcap-vin depois da Stelcap ter provado eficiência com licores. Em 1970, a Australian Consolidated Industries adquiriu os direitos de fabricação e a Stelcap foi rebaptizada por Stelvin.
Porém com as duras críticas a empresa manteve a produção em stand by até que no final dos anos 80 começaram os problemas com a cortiça e foi descoberto o tipo de fungo que o atacava, daí em diante a produção deste tipo de rolha cresceu muito. Esse é um dos motivos dos vinhos australianos e neozelandeses serem a maioria engarrafada em screw cap. Outro motivo é que eles conseguem baratear o custo já que gastam demais para exportar ao ocidente devido a distancia.

Prós
- Facilidade para abrir em lugares que não há saca rolha.
- Imagem de vinho contemporâneo atrai os jovens e iniciantes.
- O custo total do vinho é menor.
- Por ser industrial, é muito higiênico e dificilmente trará problemas ao vinho.

Contras
- Não é nada elegante abrir uma garrafa dessas no restaurante, não “impressiona” e tira o charme e a tradição. Quem não gosta de ouvir aquele barulhinho da rolha saindo?
- Preconceito e rejeição, principalmente nos países europeus.
- Não evolui na garrafa, porém esse não é a sua proposta. Os vinhos com esse tipo de rolha estão prontos para o consumo. O vinho não ganhará complexidade nos aromas.



Rolhas Sintéticas

Ao contrário do que se imagina, não veda completamente a garrafa
e a troca de oxigênio pode oxidar o vinho precocemente, obrigando que seu consumo seja rápido, de 1 a 2 anos no máximo.
É muito difícil de abrir e o ritual de abrir um vinho pode se tornar constrangedor.
Apesar de ter crescido muito está muito atrás do screw cap. A maioria dos produtores que decidem vedar o vinho numa rolha alternativa prefere a screw cap.
Quando olhamos a garrafa screw cap já percebemos que ela é de rosca, mas a sintética não. Depois de comprarmos a garrafa e tiramos a cápsula vem a frustração.

De fato a rolha alternativa não quer dizer que o vinho será de má qualidade. Particularmente não me agradam as rolhas sintéticas, acho que dá gosto desagradável de plástico aos vinhos e perde toda sua característica já que a troca de oxigênio é intensa. É muito difícil de abrir e não são atraentes.
Os de screw caps são eficazes, e hoje já tem adeptos de países tradicionais como França e Itália. A maioria dos enólogos e produtores se pudessem vedariam seus vinhos somente com screw cap, pois além do custo ser menor, o prejuízo é quase zero.
Pra mim já se tornou uma marca dos vinhos Australianos e Neozelandeses o que gera sim certo charme , indentidade e marca.
Sou muito aberto a novidades e a favor da simplificação no mundo do vinho, mas ainda sim prefiro à boa, nobre e velha rolha de cortiça, mas a boa e não aqueles aglomerados compactados que é o resto do resto das cortiças. Se for para fazer um compactado eu prefiro que o vinho seja de screw cap! Acho que o consumidor de vinhos não quer rapidez, agilidade e praticidade na hora de abrir uma garrafa. Ele quer emoção, prazer, reflexão e glamour.
E você?




quinta-feira, 23 de abril de 2009

Porque degustamos um vinho?

Para aprendermos como degustar um vinho precisamos entender porque degustamos um vinho. Quando analisamos um vinho verificamos três sentidos na ordem, a Aparência (Visão), Nariz (Olfato), Boca (Paladar) e a Conclusão.
Dessa forma que vários jornalistas e especialistas divulgam suas notas para os vinhos. Nesse artigo vou escrever sobre as primeiras impressões, Visão e Olfato.
Ouço muitas pessoas dizerem - Sommelier é tudo metido, ficam "cheirando" o vinho e rodando a taça para dizer que entende. É claro que sempre tem uns "Enochatos" que querem se aparecer girando a taça mais do que o normal ou ficando meia hora "cheirando" o vinho, mas não podemos generalizar. De fato não giramos a taça e "cheiramos" o vinho por charme ou arrogância, existe um significado pra isso.

Degustamos os vinhos:

1) Para termos um registro pessoal dos vinhos.
2) Para ajudar outras pessoas com a descrição dos vinhos.
3) Para determinar a qualidade dos vinhos.
4) Para controlar o progresso do vinho.

Condições ideais para degustar um vinho:

-Ausência de odores
-Boa luz natural
-Superfície brancas e limpas
-Estar com a boca limpa

Visão:

Visualizamos o vinho para saber se ele está turvo ou limpo, com ou sem brilho, sua cor e intensidade. Pela cor podemos identificar se o vinho é jovem ou velho, se ainda está no ponto para consumo ou não.
Para isso uma mesa branca ou um papel branco com boa luz podem ajudar.

Cores básicas dos vinhos:

-Vinhos brancos (Limão, Dourado, Âmbar)
-Vinhos roses (Rosa, laranja)
-Vinhos tintos (Púrpura, Rubi, Granada, Ocre)

Olfato:

Giramos a taça para que o ar com os movimentos empurrem os aromas do vinho para a superfície da taça e apareçam mais no nariz. Tentem fazer isso com um chá, por exemplo e verás a diferença! Não "cheiramos" o vinho e sim sentimos os aromas para saber se ele está bom ou não para o consumo, sua intensidade e complexidade. Os especialistas e profissionais conseguem saber no aroma se o vinho está "estragado" ou não. A intensidade depende do tempo que depois que sentimos o aroma ele permanece no nosso olfato e se ele é leve, médio ou muito pronunciado. A complexidade é analisada conforme o número de família de aromas que encontramos no vinho. Quanto maior o número de famílias e sub-famílias mais complexo o vinho é. Por exemplo: Aromas frutados de frutas vermelhas e frutas secas como framboesa e figo. Quando você está começando e aprendendo não ache estranho e não fique zangado se não encontrar nenhum aroma. Isso é um exercício de prática e com o tempo você começa a sentir naturalmente com a ajuda de um colega ou em curso básico de vinhos.


Na família básica de aromas temos:

-Frutas
-Vegetal
-Floral
-Mineral
-Especiarias
-Outros: Animal, Lácteo etc.

Lembrem-se: A idéia é desse artigo é simplificar e desmistificar alguns mitos de que é impossível entender de vinhos. Degustem e bebam sem neurose!
Desfrute a degustação como uma coisa prazerosa e agradável e não somente teórica e chata.

Se tiverem alguma dúvida terei o prazer de responder.

Forte Abraço!
































Foto : www.otd.com.br/images/Roda-dos-Aromas.jpg

sábado, 18 de abril de 2009

Vinho bom é vinho velho?

Quem nunca disse ou ouviu – Fulano (a) é igual o vinho, quanto mais velho melhor! Tenho percebido no dia-dia do restaurante e muitos amigos me questionam que não encontram muitos vinhos de safras antigas. Eu sempre respondo – Que bom! Essa semana mesmo aqui no Canvas um cliente se recusou a tomar um vinho em taça porque eles eram da safra 2007.
Há um grande equivoco nesse ponto pois na realidade 90% dos vinhos são para consumo imediato. De um modo geral, os vinhos de guarda são a minoria, podemos destacar os clássicos do velho mundo como grandes Bordeaux, Borgonhas na França, Super Toscanos na Itália e Gran Reserva espanhóis. Lógico que existem grandes vinhos do porto e vinhos de sobremesa de Sauternnes que duram décadas, mas eles são a exceção. Do novo mundo então são apenas algumas dezenas de rótulos que tem certa longevidade e geralmente são extremamente caros. Outra característica do vinho de guarda, além do nascer em um terroir muito bom, eles tem maior graduação alcoólica, são mais tânicos nos primeiros anos e tem muita acidez.
É importante saber que todos os vinhos produzidos no mundo que são engarrafados e comercializados estão prontos para o consumo. Alguns podem evoluir na garrafa em alguns anos ou podem não estar "no ponto certo". O que eu recomendo é sempre comparar o mesmo vinho de safras diferentes, daí temos a noção se ele evoluiu ou se perdeu seu frescor e sua característica principal. Vinhos brancos do novo mundo então, nem se fala. Quanto antes tomarmos melhor. Nunca, salvo raras exceções devemos comprar um branco com mais de 2 anos de idade. A principal característica dele é o frescor, os aromas frutados que com mais de dois anos, a maioria de perde.
Como o vinho é um ser vivo em constante evolução, eles tem ciclo de vida que começa com o nascimento, crescimento e envelhecimento. É um tema muito complexo e difícil, mas muito interessante de ser discutido. É muito fácil de ver e os senhores leitores precisam tomar muito cuidado o que acontece nas liquidações de algumas importadoras. Geralmente são vinhos brancos e tintos do novo mundo com safras antigas com mais de 3 anos e que os consumidores acham uma pechincha! Cuidado nas escolhas, procure lugares e importadoras sérias e lembrem-se de que nem sempre vinho bom é vinho velho!